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Receitas para Cozinhar Fácil

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5 Anos de Zé Maria


By colher-de-pau


O meu filho mais velho faz hoje 5 anos. Há cinco anos que o vi pela primeira vez, ali, embrulhadinho, pequenino, vermelhinho. Há cinco anos senti muitas coisas diferentes, mas não chorei quando o vi. Sempre ouvi relatos emocionados de mães que não conseguem falar, lavadas em lágrimas, embargadas pela emoção do momento. Não me aconteceu chorar de felicidade, apesar de não haver espaço dentro de mim para toda a felicidade que sentia.
Só queria olhar para ele, senti-lo, cheirá-lo, tocar-lhe, que no meio dessas coisas todas chorar não aconteceu. Só mesmo ao sair do bloco e ver todos à nossa espera, o Miguel, os meus pais, os meus sogros, a minha irmã e os meus cunhados, os tios… Só nesse altura as lágrimas me começaram a cair dos olhos, porque nessa altura, mais do que nunca, senti que aquela imensa felicidade, aqueles anos de tentativas e de tratamentos e de esperança, acabavam ali, para todos, com aquele bebé tão desejado e amado não só por mim, mas pelas minhas (nossas) pessoas.
Chorei depois em casa de felicidade, ao vê-lo a dormir no berço. Tantas vezes que nem acreditava que ele estava ali. Que finalmente tinha ali o meu amor pequenino.
Há cinco anos nasceu o Zé Maria e nascemos nós enquanto pais. Ele cresce e nós crescemos e tentamos, todos os dias ser melhores pais do que no dia anterior. Cometemos erros, fazemos algumas coisas boas e queremos saber mais e fazer melhor.
Tudo o que eu sei até agora, nesta caminhada da maternidade, foi-me ensinado pelo Zé Maria. Os primeiros filhos têm esta característica de nos ensinarem e ao mesmo tempo serem as nossas cobaias. Ao fim de 5 anos, e com mais dois outros filhos (quem diria!) é com o Zé Maria que aprendo a ser mãe, e é também com ele que cometo mais erros que tento não repetir com os outros. O primeiro filho, onde tudo é tão importante e único e avassalador, e que ao mesmo tempo nos dá a serenidade de acolher e desejar outros filhos, num amor que nunca se esgota, num coração plástico e elástico que acolhe tudo e todos e onde há espaço para todos os que vierem.
Sempre achei que, se há papel que me assenta, é o de mãe. Depois do Zé Maria nascer, e na nossa descoberta pela construção de uma família tive essa certeza. Tenho a certeza que sou uma boa mãe. Apesar de estar longe (e de nem sequer estar à espera) de ser perfeita, de às vezes me faltar a paciência, de me sentir cansada, de gritar, de por vezes poder ser injusta, de nem sempre fazer as melhores escolhas ou de tomar as melhores decisões, apesar de achar que o estou a fazer. Acho que sei fazer isto da maternidade bem e nunca me arrependerei de nada que possa ter ficado por fazer para poder ser mãe. Porque há cinco anos atrás, quando o Zé nasceu, permitiu-me realizar o meu maior sonho, o que mais desejava desde miúda quando brincava com bebés carecas: ter um filho nos braços. E mesmo sem lágrimas, aquele foi sem dúvida o dia mais importante da minha vida.

Parabéns por esta mãe cheia de anos meu amor!

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