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Receitas para Cozinhar Fácil

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Papas de Aveia e outros Lanches do Zé Maria


By colher-de-pau


Há muito que ando para escrever este post. Já o comecei há algum tempo, mas depois vão surgindo outras coisas, e eu vou adiando a sua conclusão. Mas agora tinha mesmo de ser, porque os pedidos para partilhar estas coisas que faço para o Zé Maria têm sido tantos, mas tantos, que não podia mesmo adiar mais. E creio que tudo isto tem a ver com as recentes notícias sobre as carnes processadas e as carnes vermelhas, mas também sobre esta corrente da alimentação saudável que agora surge por todo o lado.


Vamos por partes. Vou tentar esclarecer como faço – mas também porque o faço – da melhor forma possível, e a caixa de comentários estará aberta como habitualmente, também a outras partilhas e sugestões. Porque apesar de não sermos a maioria, há muitos pais preocupados em educar para a alimentação mais saudável, completa e variada, e portanto há muitas coisas para partilhar entre todos.


Sempre fui educada a fazer uma alimentação variada e equilibrada. Já aqui falei muitas vezes, em como em casa dos meus pais sempre se comeu sopa ao almoço e ao jantar, salada ou legumes sempre e fruta como sobremesa a todas as refeições. Não sair de casa sem pequeno almoço, fritos ocasionalmente – de tal maneira que sempre vi as batatas fritas como algo que se comia no restaurante ou em ocasiões especiais. Bolos e sobremesas eram coisas de domingo ou de dias de festa.


Os meus avós, quer maternos, quer paternos, tinham hortas, sendo que o meu avó paterno era produtor de vinho e agricultor, e portanto cresci a comer produtos que vinham diretamente da horta e carnes que eles criavam. Talvez por isso toda esta minha ligação à cozinha, porque depois também havia todo aquele processo de fazer render tudo o que a terra nos dá, e daí as compotas e as marmeladas e acondicionar tudo muito bem sem desperdícios.
Eu cresci, e infelizmente os meus avó foram partindo ou deixando de ter idade para cuidar de hortas e animais, mas o meu gosto pelos produtos da terra e da horta, e de saber a origem dos alimentos sempre se manteve.
Depois descobri o mercado biológico e passei a ser cliente regular. Os hortícolas passaram a ser novamente sazonais e a saberem aqueles que os meus avós cultivavam. E até passei a ter uma horta comunitária.
Tudo isto para dizer que certos hábitos sempre fizeram parte da minha alimentação, e foi por isso normal para mim, assim que soube que estava grávida, que queria que o meu filho comesse o melhor possível, o mais variado possível e o menos possível de produtos processados porque essa era também a nossa forma de nos alimentarmos.


A isto tudo junta-se o facto de a maioria das pessoas com quem eu me dou – amigos e conhecidos – terem quase todos filhos pequenos. E rapidamente nos apercebemos que há miúdos que comem mal. Não mal em termos de quantidade – porque o Zé Maria também tem alturas que é um pisco a comer, mas mal porque na minha opinião, comem demasiado açúcar e alimentos processados. E eu queria fazer diferente com o Zé Maria.
Li imensas coisas, procurei informações e decidimos que iríamos evitar o açúcar – principalmente o açúcar – o mais que possível com o nosso filho, e introduzi-lo na sua alimentação o mais tarde que conseguíssemos. O mesmo com os alimentos processados, sendo que para mim essa era a parte mais fácil pois, tal como vos disse, esse tipo de alimentos tem pouco espaço na minha cozinha. E assim fizemos.
Quando o pediatra falou na introdução de outros alimentos, aos 6 meses (embora o aleitamento do Zé Maria tenha sido misto até aos 3 meses e exclusivo de leite adaptado até aos 6 meses)as minhas questões foram muito claras: posso evitar toda e qualquer papa processada e de compra, e se podia fazer as minhas próprias papas com farinhas de aveia, arroz, milho… Do outro lado a resposta não podia ter sido de maior entusiasmo e apoio. Expliquei que queríamos evitar o açúcar ao máximo e tudo o que fosse processado, e tivemos alguém que nos apoiou nessa decisão além de nos ter elogiado pela mesma. Mas ao longo destes quase dois anos, posso dizer que nem todas as pessoas compreendem bem esta decisão, e muitas vezes ainda ouço o “coitadinho da criança que nem uma bolacha maria come”, “dá-lhe lá um bocadinho de mousse de chocolate/arroz doce/bolo…”, “coitado do miúdo que come iogurtes azedos”. Não me cabe a mim fazer juízos de valores do que os outros pais dão aos filhos, apesar de não concordar com algumas opções alimentares, mas também agradeço, da mesma foram, que não nos critiquem a nós! Afinal, cada pai saberá o que é melhor para o seu filho.


Com poucos mais de dois anos, o Zé Maria nunca comeu papa de pacote que contenham açúcar e outros “aditivos”. Nunca comeu bolachas – nem maria, nem de água e sal nem especiais para bebés e crianças. Até agora continua sem ter comido nenhum tipo de guloseimas tipo chupas, gomas ou chocolates e ainda nem sequer provou bolos caseiros ou qualquer outra sobremesa. Há até uma história engraçada de num restaurante lhe terem dado um chupa-chupa, e o miúdo ter achado aquilo muito engraçado pois achava que eram “paus” para bater no tambor…
Também nunca lhe dei refrigerantes ou sumos tipo néctar, e os únicos que consome são os que eu faço em casa com fruta a sério. E os iogurtes que come são sempre naturais, simples (que apesar de haver quem os ache azedos ele gosta) ou com fruta e aveia misturada, o seu lanche favorito.


Fora isto tento dar-lhe uma alimentação o mais variada possível. Tudo aquilo que nós comemos ele come. Desde que tem 1 ano, e o pediatra nos disse que devia e podia comer o mesmo que nós que isso passou a ser regra, e são muito poucas as ocasiões em que lhe faço coisas diferentes. Se gosta come bem, se não gosta come menos, e … Ver artigo completo no Blog




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